OS CATADORES DE CARANGUEJOS APROVEITAM OS ULTIMOS DIAS, ANTES DO PERÍODO DO DEFESO


Ambulantes vendem caranguejos em cordas perto de vias como a Avenida Bezerra de Menezes e CE-222 Já na expectativa do período do defeso, previsto para começar já este mês, vendedores de caranguejo aproveitam as últimas semanas para realizar a captura e armazenamento do crustáceo. Nas margens do Rio Ceará, na comunidade dos índios Tapebas, em Caucaia, o caranguejo é a principal fonte de sustento dos moradores. No ano passado, o primeiro ciclo do defeso ocorreu entre os dias 12 e 17 de janeiro. Este ano, a Superintendência do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ainda aguarda a portaria que será dada pelos Ministérios da Pesca e do Meio Ambiente determinando o período. "Ainda não há data definida, mas deve ocorrer em duas etapas e tem que coincidir com lua cheia e maré forte. Todas as barracas de praia deverão declarar o estoque, como no defeso da lagosta", afirmou o coordenador de fiscalização do órgão, Rolfran Ribeiro. Barracas Para Heitor Batista, gerente da barraca Crocobeach, na Praia do Futuro, o período do defeso pode prejudicar a venda da iguaria mais cobiçada por cearenses e turistas. "O caranguejo não pode ficar mais de uma semana estocado, pois perde a qualidade", revelou. Na alta estação, explicou ele, são consumidos mais de 13 mil por dia. "Quando é defeso, conservamos o crustáceo em câmara fria", destacou. Nas barracas de praia, o produto é vendida pronto para consumo por, em média, R$2,50. Na manhã de ontem, o caranguejo era comercializado na Avenida Bezerra de Menezes por R$8,00 a corda com 8 unidades. Na comunidade Tapeba é possível comprar a corda por R$ 5,00, com 10 caranguejos. Segundo José Silva, vendedor da Bezerra de Menezes, o crustáceo vem de Paranaíba, no Piauí, e é distribuído próximo ao Mercado São Sebastião.
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