Será que gostamos e cuidamos do planeta terra ?

Menos falatório, mais ação

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Notícia - 17 - jan - 2011
Desastres ambientais e desdém com a conservação do planeta marcaram o ano de 2010 – e continuam em 2011. Diante do cenário, é preciso que os governos se mobilizem a favor das pessoas e da natureza.
O ano de 2011 começou com o que já se diz ser a maior tragédia natural em número de mortes da história do Brasil. Mais de 500 vítimas fatais foram contabilizadas, até agora, pela Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro, resultado dos fortes temporais, enchentes e deslizamentos que afetam a serra fluminense. As cidades atingidas não receberam o cuidado devido de seus governos para evitar o caos que se instalou.
Mas, em vez disso, o Código Florestal, a lei que protege nossas florestas, sofreu em 2010 fortes ataques de políticos ruralistas.
Leia a reportagem e veja o trabalho que estamos fazendo para tentarmos, juntos, mudar esse cenário. Por isso ser colaborador do Greenpeace é tão importante. Você nos dá condições de investigarmos e propormos soluções.

A receita de uma tragédia

Desmatamentos e ocupação de áreas que deveriam ser preservadas, somados às chuvas cada dia mais intensas, são a combinação perfeita para o drama das enchentes.

Classificada como o maior desastre climático brasileiro, a enchente que desde terça-feira, 11 de janeiro, acarreta um número recorde de mortos - mais de 670 até o momento, milhares de desabrigados e perdas de produção agrícola na região serrana do estado do Rio de Janeiro é o resultado de uma equação perigosa: eventos climáticos cada vez mais extremos, como chuvas intensas e por longo período e áreas fragilizadas por desmatamento.
Veja a reportagem completa sobre a relação de desastres climáticos e preservação ambiental.
Energia que pesa no bolso

Usina nuclear de Angra 3 vai sair mais caro do que o esperado, afirma Eletronuclear. Quem vai continuar a pagar a conta cada dia mais salgada ainda é o contribuinte.

A estimativa de custos da obra, que era de R$ 7,2 bilhões em 2008, pulou para R$10,4 bilhões, de acordo com a Eletronuclear. Isso sem contar os R$ 1,5 bilhão já empregado na construção e os US$ 20 milhões gastos anualmente para a manutenção dos equipamentos adquiridos há mais de 20 anos.

“O governo brasileiro mostra mais uma vez que está disposto a bancar a construção de grandes empreendimentos contraditórios. O incentivo garantido às nucleares deveria ser direcionado a outras fontes de geração de energia, muito mais seguras e limpas, como a solar e a biomassa”, diz Ricardo Baitelo, coordenador da Campanha de Energia do Greenpeace. Leia mais.
Água: sobra aqui, falta lá

Enquanto áreas metropolitanas da região sudeste sofrem com o excesso de água, grande parcela dos moradores de Manaus, apesar de estarem à beira da maior bacia hidrográfica do mundo, tem acesso a água contaminada por resíduos de fossas sépticas ou, em periodos de seca extrema (como aconteceu no fim de 2010), simplesmente não tem acesso a água.

Paulo Adário, coordenador da campanha da Amazônia do Greenpeace, afirma que “o desmatamento e o uso de fontes de energia sujas estão umbilicalmente ligadas ao aquecimento global, que provoca mudanças climáticas”. O Greenpeace esteve na região para documentar os impactos dessas mudanças e pedir ações pelo desmatamento zero. Leia o post em nosso blog sobre esse desequilíbrio hídrico.
Tubarão BOM é tubarão com barbatanas

Algumas organizações da sociedade civil, por iniciativa do Instituto Ecológico Aqualung, estão se mobilizando contra uma prática criminosa e ilegal conhecida mundialmente por shark finning.  O Finnig é uma atividade de pesca ilegal feita para obter exclusivamente as nadadeiras (barbatanas) dos tubarões. Anualmente, cerca de 70 milhões de tubarões são mortos todo ano para abastecer o ávido e lucrativo comércio mundial de nadadeiras de tubarão, do qual centenas de países participam.
Qual é o problema? Como as nadadeiras tem um valor comercial mais alto que a própria carne de tubarão, muitas empresas pesqueiras capturam o animal, cortam a nadadeira e a armazenam, jogando no mar todo o restante. Dessa forma, eles liberam mais espaço de armazenamento no barco e matam muitos mais animais por saída ao mar.
Entenda mais sobre esse problema aqui e aproveite para assinar a petição que impede essa terrível prática.



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